Desperdício de dinheiro público. É assim que a reportagem da afiliada da Rede Globo de Campinas tratou a mudança da rodoviária de Santa Bárbara para o antigo e sucateado prédio, conforme já discutimos aqui.

Para assistir à reportagem, clique aqui.


Praça central

De tempos em tempos a questão da abertura do calçadão da praça central de Santa Bárbara vem à tona. E seguindo a linha de gastar dinheiro público com obras desnecessárias, a prefeitura pretende fazê-lo até o natal.

Mas, como o bom senso às vezes dá o ar da graça pela Câmara Municipal, o vereador Danilo Godoy (PSDB) protocolou um requerimento na Câmara questionando se há realmente uma necessidade imediata para a alteração no layout da praça central e solicitou um estudo técnico de viabilidade da mudança. Ele também quer saber se a população e os comerciantes são favoráveis à reabertura e propõe que seja realizado um plesbicito de consulta pública.

O requerimento tem apoio dos vereadores Zeca Gonçalves (PV), Ademir da Silva (PT), Joi Fornasari (PPS), Juca Bortolucci (PSDB), Laerte Silva (PSDB), Carlos Fontes (DEM) e Kadu Garçom (PR), que juntos participam da consulta popular. Será disponibilizada urna e distribuídas cédulas para as pessoas responderem sim ou não sobre a abertura do calçadão.


Utilizado como palanque para eleitoral pelo prefeito Mário Heins (PDT), o bairro Nova Conquista continua enfrentando problemas sérios. A chuva de ontem voltou a levar lama para as ruas e casas. O PSDB de Santa Bárbara acusa o prefeito de descaso.

Apesar da promessa de solução rápida para o problema da moradia (e do transporte, da saúde…) até o momento não se vê nenhuma ação prática da prefeitura. O PSDB ainda afirma que as obras do Jardim Santa Fé — que, teoricamente, abrigariam os moradores do acampamento Zumbi dos Palmares — estão paradas há dois meses.

A assessoria de imprensa da Prefeitura, por sua vez, rebateu as acusações dizendo que as obras “estão em ritmo normal”.


Mário Heins (PDT)O prefeito de Santa Bárbara, Mário Heins (PDT), foi multado pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) em 300 Ufesps (R$ 4,7 mil), por desobediência.

O processo é referente à suspensão da licitação para contratação de empresa para o fornecimento de refeição aos servidores. Na ocasião, Cristiani Fahl Marques Francisco entrou com representação contra o edital apontando diversas irregularidades. O TCE suspendeu o processo e pediu esclarecimentos ao município.

A prefeitura se adiantou, fez as correções apontadas na denúncia e publicou novamente o edital, que teve como vencedora a empresa Maria Natália de Souza Alves, de Santo André, com o preço de R$ 9 por refeição, valor 61% mais caro que o praticado pela Vivo Sabor, R$ 5,58.

Na análise dos conselheiros, apesar das correções, a prefeitura devia ter mantido a suspensão da licitação até apreciação final do Tribunal. A representação foi considerada procedente.

Fonte: Novo Momento


23ª Feira das Nações de Santa Bárbara

A 25ª Feira das Nações de Santa Bárbara d’Oeste reuniu 85 mil pessoas no final de semana na Usina Santa Bárbara. De acordo com a prefeitura, o maior público foi no domingo (11), onde cerca de 40 mil pessoas passaram pelo local e acompanharam o show do grupo de samba e pagode Art Popular. A organização considerou o evento positivo e nos próximos dias deve realizar uma reunião de avaliação com as entidades e clubes de serviço que exploraram as barracas de alimentação.

A notícia acima foi publicada no site Novo Momento.

Impressões pessoais

Como era de se esperar, nós fomos à festa. Constamos (obviamente) pontos positivos e negativos quanto à organização e atrações.

Pontos positivos:

  • Aparato técnico: haviam várias TVs de plasma e telões espalhados por toda a Usina, transmitindo em tempo real atrações que aconteciam no palco principal do evento. No domingo à tarde, foi exibido jogo do Brasil.
  • Decoração: a decoração foi muito bem produzida. O Teto da Usina forrado com tecido das cores da bandeira (e do brasão) de Santa Bárbara proporcionaram um contraste bastante interessante e uma perspectiva muito agradável de se ver.

Pontos negativos:

  • Estacionamento e sinalização: inexistentes. Domingo o trânsito nas imediações da Usina simplesmente entrou em colapso. Como não havia sinalização de “saída”, os carros entravam nas ruas estreitas em direção à suposta saída e ficaram presos em ruas sem saída.
  • Distribuição das atrações: desfavorável ao público. Como houveram três dias de festa, as atrações foram distribuídas de maneira aleatória durante o período todo do evento. Bandas e grupos de dança não raramente se apresentaram para um grupo de uma dúzia de pessoas.
  • Qualidade das atrações: ruim de modo geral. Apesar de bandas e grupos artísticos locais terem tido mais espaço para apresentações (que é extremamente válido), o palco externo (tenda) tocava somente pagode. A atração principal da festa foi a apresentação do Art Popular (samba e pagode) — contra Paralamas do Sucesso da edição 2008 da festa. As músicas típicas de cada país representados com suas respectivas danças folclóricas ficaram espalhadas pelos palcos, sem nenhuma representatividade.

O Congresso Nacional recentemente aprovou a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que dá margem para que Santa Bárbara d’Oeste tenha mais 9 vereadores (com seus respectivos assessores), passando para um total de 21.

Para abrigar os novos vereadores, a Câmara, que já não é lá grande coisa (lembra das rachaduras, Zezé Mano?), será ampliada, conforme projeto apresentado pelo presidente da casa nízio Tavares da Silva (DEM).

Mas não é só: também serão criados novos departamentos — compras, biblioteca e procuradoria –, o almoxarifado será ampliado e mais pessoas serão contratadas para cargos efetivos. O custo disso tudo? “Em torno de” 147,4 mil reais, conforme afirmou o site da Câmara.

E o presidente da casa tem pressa:

Depois dos projetos, vamos trabalhar em cima da licitação da construção. Quero começar a obra ainda em 2009.

Por isso, eleitores, atenção às urnas! A partir da próxima eleição municipal teremos mais 9 vereadores ao custo de milhares de reais por mês aos cofres públicos — ou seja, meu e seu dinheiro. Por isso, escolha bem.


Recentemente, o prefeito de Santa Bárbara d’Oeste anunciou em uma coletiva de imprensa que a antiga rodoviária de Santa Bárbara será reativada. A notícia foi recebida com surpresa pelos barbarenses, afinal, a nova rodoviária que custou 2,7 milhões de reais tem menos de um ano de uso e já será desativada. O que nos leva a um questionamento simples: qual a lógica por trás da decisão do prefeito? Seria uma franca demonstração de poder e autoridade ou uma decisão baseada na má administração pública e no despreparo político?

O novo prédio do “Terminal Rodoviário” de Santa Bárbara foi inaugurado em 15 de dezembro de 2008. E essa era uma reivindicação antiga dos moradores, afinal, enquanto as cidades vizinhas como Americana e Piracicaba estavam bem estruturadas no quesito transporte intermunicipal, Santa Bárbara jazia na rabeira do desenvolvimento, tendo como a “Rodoviária da cidade” um local totalmente desprovido das condições mínimas de conforto, tanto para passageiros (que eram obrigados a esperar ônibus à mercê da chuva e do frio porque não havia cobertura adequada), quanto dos funcionários que trabalhavam no local sem qualquer condição operacional de executar um serviço, no mínimo, decente já que a “taxa de rodoviária” era emitida em todos os bilhetes, mesmo que não existisse, de fato, uma rodoviária.

Outro ponto que merece atenção é quanto à posição do poder executivo ante a concessão de empresas de ônibus que operam o transporte intermunicipal na cidade. Apenas duas empresas utilizam a nova rodoviária – AVA e Piracicabana. Isso é utilizado como argumento favorável à mudança para o antigo “prédio”. Mas, esse fato nos deixa bastante confusos: na antiga rodoviária, somente as mesmas duas empresas operavam em linhas regulares e nunca se percebeu um esforço da Secretária de Transportes da cidade em captar novas empresas e novas linhas de ônibus. Logo, o argumento da prefeitura é inoportuno e incorreto.

Mas, o que de fato nos remete às dúvidas quanto às reais intenções da Prefeitura com a mudança é: o novo prédio foi projetado para ser um terminal rodoviário. Ponto. Uma alteração de layout do empreendimento para abrigar o Corpo de Bombeiros e Polícia Militar envolveria altos custos em obras de engenharia e arquitetura que não estão previstas no orçamento municipal. Além do mais, o custo para reforma da antiga rodoviária seriam exorbitantes. Ou seja, ao invés da Prefeitura investir em uma nova sede para o Corpo de Bombeiros e Polícia, seria preciso reformar a antiga rodoviária e readaptar totalmente o novo prédio.

Vale lembrar que o custo de construção da nova rodoviária foi bancado inteiramente com verba dos cofres municipais, sem participação do Estado de São Paulo ou do Governo Federal, conforme salientou o ex-prefeito, José Maria de Araújo Júnior.

Quando procuramos os governos estadual e federal para nos auxiliar na obra da rodoviária, fomos informados que não havia mais recursos disponíveis para esse fim. Por isso tivemos que utilizar o dinheiro da Prefeitura, que é fruto do imposto pago pelo cidadão barbarense.

Em suma: esperamos da prefeitura um estudo palpável quanto às mudanças, custos envolvidos e impactos de médio e longo prazo. É preciso pensar além dos 4 anos de governo. Afinal, os prefeitos mudam, a cidade continua.

Você concorda em trocar isso:

DSCN5771

DSCN5765

DSCN5773

Por isso?

DSCN5874

DSCN5875

DSCN5877

Veja o que já foi publicado sobre este assunto:




Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.